outubro 21, 2010

do meu dia engraçado e das minhas desilusões como historiadora

17:00 P.M.

Me senti como aquelas mulheres inteligentes, poderosas e fodonas pegando os óculos pra postar, aí caí da cama e acordei (;

Vou gastar tempo postando porque preciso me manter acordada até a hora certa de dormir duvido que eu consiga porque senão vai dar merda na hora de ir à faculdade amanhã! Ando faltando muito e acho que se eu quero pelo menos tentar fazer as coisas darem certo, preciso frequentar mais as aulas e levar muita porrada na cara pra ter certeza de que quero largar isso ou passar o resto da minha vida presa em sala de aula gritando com crianças cheias de piolho e adolescentes no cio ;x
Tive um surto ontem e quase decidi largar a faculdade, mas como toda jovem ajuizada que se fudeu muito pra passar no vestibular, mudei de ideia e fui fazer a bendita prova de Grécia sem saber coisa alguma (e pra piorar, a prova foi sem consulta) e cara, foi um estrago total! Me sinto envergonhada pelas barbaridades que escrevi, mas a professora é um amor, de todos os professores, ela é o menor dos males rs tanto que ainda não tive coragem de pedir minha prova de oriental com medo da nota e dos comentários da professora. ;x

Enfim, minha manhã já começou engraçada. Quando consigo ser forte o suficiente pra sair da cama, a probabilidade de que eu acabe me divertindo é bem grande. Encontrei a Brienne na estação de trem e fomos juntas, sendo massacradas no trem até a Central. A parte engraçada é que fui arrastada do trem por umas piranhas escandalosas de Japeri e a minha sorte é que se pobre é rico em alguma coisa, é solidariedade! Enquanto o povo tenso de Japeri me arrastava pra fora do trem, um cara muito bonzinho me puxou de volta porque senão eu ia cair de costas no espaço entre o trem e a plataforma, me fuder toda, perder a prova e o final de semana (aleluia, tá chegando!). O demônio azul e branco também estava implacável hoje, o Centro do Rio ficou mais louco e fedorento que de costume, não sei o que aconteceu e eu estava me divertindo muito, com tudo! Acho que era saudades da Brienne, a faculdade não é a mesma coisa sem ela! Quando saímos da prova, fomos passear na praia e acabamos indo parar na Pista Cláudio Coutinho, de que eu tanto ouvia falar e ainda não conhecia *-* a vista é indescritível, mata de um lado, pedras e mar do outro! Borboletas bonitas, miquinhos, passarinhos, pau brasil (?), cactus, cheiro de planta, barulho do mar e muito bate papo *-* não fico mais tão babaca com lugares assim como ficava antes, mas o encanto ainda está lá e é uma delícia conhecer esses lugares com a Brienne porque ela se amarra muito em praia, sol, passeios, gringos, fotografias, plantinhas... acho que é uma das poucas coisas que temos em comum fora o fato de sermos antipáticas e termos estudado por anos no mesmo colégio, conhecido as mesmas pessoas e isso tudo sem interagir uma com a outra! hahaha meu dias na faculdade só prestam quando ela vai, e tenho dito!


Praia Vermelha vista da Pista Cláudio Coutinho
E esse negócio de lugar bonito, calmo, com vista pro mar... me deu uma vontade de levar o japa lá!
Vou fazer investigações e descobrir se ele gosta desse tipo de lugar. Aliás, ele me deixa tão em dúvida! Às vezes eu queria ser uma mosquinha pra saber se ele me leva a sério ou é só mais um fazendo graça...

Acabei descendo no Centro, almocei com a minha mãe, atualizamos algumas fofocas e na hora de voltar pra casa, quando passei em frente ao IPHAN me dei conta de que embora esteja muito desiludida com o sentido real da História, ainda existem muitas coisas que quero fazer. Pode ter perdido a magia de ser que era antes, a magia que me fez escolher História como uma das minhas opções, mas o que foi perdido deu lugar a uma vontade de saber mais bem maior do que eu tinha antes - nem tudo é tão mágico como eu imaginava e a História não mastigada é bem complexa; conhecer cada pedacinho desse todo é estudar que nem filha da puta um monte de evidências, fontes, teorias, lendas... nada vem pronto como a gente aprende com as tias da escola. Óbvio que é um saco perder tempo lendo coisas sem sentido, mas paralelo à isso, é interessante saber que nos banquetes gregos os caras lá faziam trocas até de esposas e que o cavalo de Tróia pode não ter sido exatamente um cavalo, mas sim um terremoto D:
Ouvi dizer uma vez que o filósofo (no meu caso, historiador) não pode deixar de ser impressionar, se maravilhar; e cada vez é uma descoberta nova, um pensamento novo. Mesmo que eu precise contar a mesma história 20 vezes e que meu cérebro seja tão falho como um Intel Celeron de máquina Positivo! O fato é que eu me impressiono, me apaixono, me interesso *-* não vai ser de um dia pra outro que vou acordar animada e estudar a história antiga toda, assistir todos os documentários já publicados, esculachar meus colegas marxistas metidos a besta e saber tudo o que um graduando poderia saber sobre Grécia, Roma e Egito e toda a história do mundo, tenho meu tempo (bem lento, diga-se de passagem) pra resolver fazer as coisas, e quando eu fizer, eu juro, será bem feito.

Por enquanto é isso. Caí da cama e acordei na realidade de novo.

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