julho 27, 2010

o esquema não é pular sete ondas.

04:36 A.M.

Vida de pseudo escritor não é fácil. Eu pretendia tirar a noite pra dormir lindamente e acordar inteira pra sair de tardinha, mas depois de dois episódios de Moonlight e algum tempo rolando na cama com meus pensamentos, resolvi passar aqui no meio da noite, quase manhã, pra deixá-los bem guardados. Talvez um dia eu queira me lembrar de tudo sobre quem eu sou hoje. Mas não é minha culpa se as ideias surgem em momentos tão inoportunos, como por exemplo aquele em que se tenta dormir, ou quem sabe até o da embriaguez rs

Quis evitar a internet hoje, passei o dia no anonimato assistindo Chuck e conversando offline no msn. Saí pra dar uma caminhada e sentir vento e pretendo fazê-lo durante a semana inteira se houver tempo. Já não lembrava como é bom estar sozinha com as minhas músicas, meus pensamentos, o vento bagunçando os cabelos, o meu andar sem rumo...
E meus planinhos infantis e infalíveis, claro. 

Será que eu devia chamar essas coisas de planos? Não, não chegam a ser planos. São desejos muito bem guardados, sonhos, situações que me fariam feliz... tento trazer tudo para o mundo real quando posso, mas ainda assim, não são planos. Planos, pra mim, têm fama de dar errado ;x
E pensando em planos, em histórias, me veio novamente que esse tem sido um ano bom. Eu não disse ótimo, veja bem, mas não tenho uma lista grande de reclamações; o que era previsto de acontecer, se deu em praticamente seis meses. Apesar da minha depressão às vezes acabar comigo sem ao menos eu saber porquê, há dias que eu acordo tão em paz que poderia desarmar o mundo pulando amarelinha.

Lembrei do primeiro dia do ano, da fé que eu tinha em mim mesma, na minha loucura, no meu jeito teimoso de meter os pés pelas mãos, das "cinquenta" (pois é, sete ondas não garante... tem que pular pra família inteira, perder a conta, começar de novo, se jogar no mar, pular até perder o fôlego...) ondas que eu pulei na praia, do 'bom dia' gritado à beira-mar, do foco do meu pensamento... tudo pra mim foi um ritual improvisado para levar as coisas numa boa, ser um pouco menos problemática, egoísta e rancorosa. 2010 tem sido o ano de crescer, tomar juízo e fazer o que pessoas normais fazem/ o que eu acho certo fazer.

Às vezes me bate uma dor tão grande que eu esqueço disso. Por via das dúvidas, a prova está aqui. Há dias (madrugadas) em que eu sou feliz mesmo carente de tantas coisas.

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