Meu dia começou mais triste quando saí da cama às seis da manhã e lembrei que eu deveria recolher as fotografias, ingressos de cinema e todas aquelas coisas que já faziam parte da minha vida e do espaço em que eu vivo, meu quarto (e minhas bolsas). Provavelmente surgiu daí a mania que eu tenho de gostar de comprar caixas: nunca se sabe quando as pessoas vão simplesmente virar as costas e ir embora, não importa em quais circunstâncias. O engraçado é lembrar que com você eu sempre fui supostamente a pessoa que iria se cansar e se mandar. Pois é, não fui eu. Nunca teria sido. Me tornei quase profissional em ultrapassar todos os limites possíveis e aceitáveis só por amor (ou por loucura, vai saber), não tinha outra resposta. Quem disse que adiantou? Hoje aquela coisa toda que eu sentia, sempre senti, foi parar na parte alta do guarda roupa, acima da cabeça, pra eu parar de pensar nisso. Inacreditável ver tudo acontecendo de novo como se em quatro anos eu não tivesse melhorado nem um pouco a ponto de merecer alguém que se importasse mais do que atitudes idiotas.
Queria ter palavras pra escrever aqui pra sempre e me esvaziar disso completamente, uma pena que eu não tenha. Uma pena que agora eu só consiga pensar no quanto é errado encerrar mais uma história dentro de uma caixa como se isso fosse minimizar as mágoas ou o amor que ainda tenho por ti. Uma pena que a minha cabeça esteja uma bagunça e eu não consiga escrever. Me deu uma puta vontade de desistir da vida toda e virar um vegetal porque só ali, do teu lado, é que eu sentia vontade de qualquer coisa... de comprar roupas, de conhecer algum lugar novo, de comer porcaria, de dormir o dia todo, de sair a qualquer hora do dia... o que eu vou fazer agora?
Pois é, boa pergunta.
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