maio 04, 2011

Sobre fazer sexo e fazer amor.

Metade das ideias eu já perdi. Da próxima vez vou sair correndo do banho e vir escrever, juro!

Um poeta já dizia que "Dar não é fazer amor". E não que eu tenha uma essência piegas (mentira, tenho sim), mas já vim ao mundo acreditando nisso e sei que pelo menos uma pessoa desse emaranhado de loucuras concorda comigo.

Sexo é sexo.
É enfiar uma coisa num buraco; é o casual, incerto, louco.
Pra fazer sexo e apenas sexo o cara aparece na tua casa, concorda com tudo o que você diz, te chama de linda, gostosa, te provoca de todas as maneiras. Ele quer ter você e eu te garanto que vai fazer por onde.
É o selvagem, no beco, no banquinho da praça, na cozinha da casa dos outros, na igreja, nas situações inusitadas que nesse momento podem refrescar a memória de muita gente que pode vir a ler, quase como se fosse uma interna.
E quem disse que não é?

Sexo é bom pra caralho.
Principalmente quando você está necessitado.

Mas sabe o que falta no sexo? O meu romantismo barato.
Eu sou dessas que fazem amor fazendo sexo, ou vice versa, sei lá. Mesmo que o sexo seja bom pra caralho, o fazer amor consegue superá-lo sem esforços. Os céticos que me desculpem, mas o amor é mágico.
Fazer amor envolve muito mais do que dois corpos sedentos, safadeza, "vem potranca", tapinha daqui, tapinha dali; o fogo do amor dá dor de barriga, quase que literalmente. O amor te faz querer ir além da tal "coisa num buraco", você quer estar dentro e quer que a pessoa também esteja dentro de você, é o querer ser um só em dois - amarrar, algemar, fazer seu, fazer eterno. A maior possessividade do mundo são duas pessoas que se amam fazendo amor.

Porque dá vontade de ser pra sempre, porque você vai lembrar disso durante anos. E lá na sua memória, vai parecer cena de novela, mesmo que não tenha sido bem assim; você vai ver a luz, lembrar da afinidade que existia, do calor que subia entre vocês, da magia do momento, do tesão que dava apenas de ver o seu amor cozinhando, ou dormindo... porque é tesão mas é um tesão composto.


Quem nunca experimentou fazer amor, deve achar que o sexo leva muito mais à loucura ou coisas do gênero. É tudo um engano; o sexo até leva à loucura, você vai e volta, acabou. O amor é a loucura em si, todo dia, toda hora, é paz, riso e choro sem razão, é padecer no paraíso, é uma coisa que não passa.

E como eu sei disso tudo? Eu amei! Amei com tanta força que queria todos os meus dias regados àquele amor! A gente não costuma saber se é de fato amor até perceber que nunca mais vamos sentir a mesma coisa por outra pessoa, que alguém do futuro não vai fazer ser melhor ou o sentimento maior; tudo o que você dispunha pra amar, foi entregue à uma única pessoa. 
Não foi mãe, não foi pai, ninguém me ensinou a ser quem eu sou hoje, foi o amor. Com suas noites aconchegantes, fugas e mãos dadas; foi o amor desesperado, desasjustado, dolorido, sorridente. Não conheço nada mais gostoso do que a triste sensação de padecer no paraíso por amor.

Se você nunca amou, se você não quer amar, se a sorte infelizmente vai esquecer de bater à sua porta, eu lamento e muito. Não existe nada que se iguale ao sabor de amar alguém - não apenas na cama, mas no dia a dia, por qualidades, defeitos e coceira na cabeça. O amor te leva à coisas esquisitas, lugares inimagináveis, te deixa um pouco (bastante) doida varrida! O amor te obriga a sonhar, esperar, perdoar, acreditar (;


E eu acredito de tal forma que queria compartilhar tudo isso com alguém.

Um comentário:

Lolly disse...

Ler isso me bateu uma nostalgia, da época de amar sem me importar com mais nada. E é exatamente como você descreveu. Perfeito.

=*