setembro 29, 2011

Mistureba bizarrona.

Hoje eu tenho um monte de coisas pra escrever! Um monte de coisas sobre mim, sobre outras pessoas e pra variar não faço ideia de como começar e de onde esse post vai dar (mentira, tenho suspeitas).

Por incrível que pareça, o dia foi lindo. Ao invés de sol e novidades, eu tive muitas dúvidas (ainda tenho). É quase impossível que haja alguém tão incerto sobre a vida como eu; se minha mãe ouvisse isso, provavelmente ela seria cara de pau a ponto de me mandar fazer uma macumba pra "abrir caminhos", mas o fato é que não existem caminhos fechados, e sim um monte de possibilidades praticamente me batendo na cara enquanto eu simplesmente penso e me confundo cada vez mais sem saber o que fazer em nível profissional, amoroso, a porra toda. Não adianta, eu não sei o que fazer. Jornalismo? Relações Públicas? Publicidade? Direito? Voltar e me formar em História pra morrer mofando em sala de aula? Enrolada? Solteira? Namorando? Esperando um milagre? Cara, como vai ser o meu futuro? Quando será que eu vou me resolver? Boa pergunta, ninguém sabe responder. E não existe fé que vá me encaminhar, minha cabeça é o meu guia e se der errado (in)felizmente não vou ter a quem culpar dessa vez.

 Voltando pro dia lindo, aconteceu assim de eu acordar de bom humor, numa vibe de outro planeta. Um daqueles cheios de coisas boas que eu não me importaria que acontecessem! Às vezes me pego sonhando e contando os minutos pra que o jogo da minha vida simplesmente vire e eu pare de me dar mal porque de fato, não mereço certas coisas que por acaso me pegam desprevenida.

Encontrar as amigas fez bem, fez pensar. Na época da escola, quando tínhamos a obrigação de nos ver todo dia, muita gente seria incapaz de dizer que os anos não mudariam a nossa relação... mas toda vez que a gente se encontra, se abraça e levanta a outra no colo, é um laço se apertando. Laço daqueles bonitos e que provavelmente deixariam pessoas emocionadas... somos muito mais do que amigos, somos família.  Mesmo aos 19 anos ainda fazemos planos de dividir casa, contas, televisão na hora do noticiário. O tempo deixou de ser importante quando percebemos que nossas vidas estavam ligadas por algo mais forte que pode até ser chamado de amor; não importam as provas na faculdade, os namoros problemáticos, sempre daremos um jeito pra estar perto e sorrir junto. Hoje em especial, quando eu estava louca atrás de carinho, cuidados e conselhos, elas estavam lá, com as piadinhas internas de sempre e a seriedade de quem quer o meu bem. Se eu pudesse voltar aos tempos da escola, lembraria de dizer todos os dias o quanto eu amo aquelas pessoas e quanto cada um deles é importante pra mim, sério mesmo.

Na verdade, eu deveria ter generalizado mais pra encurtar isso aqui. Às vezes me sinto escrevendo coisas épicas que ninguém (mentira) vai ler.

Então, estou feliz especialmente por causa das amizades que tenho. Cada um me entende e me alegra de um jeito que faz a vida ser mais bonita pela sorte que tive quando conquistei pessoas tão especiais! E só vou exemplificar o caso do Jimmy porque desde o primeiro dia nos apoiamos um no outro pra que ninguém caia, se foda e se machuque. Depois de tanto dar força pras mil depressões que ele tem, agora é a minha vez de encostar em alguém e falar toda a verdade, toda a verdade mesmo; aquela que dói, que ninguém quer ouvir, que eu não digo em voz alta, não escrevo aqui e tento todos os dias fingir que não existe. Enquanto o mundo me manda correr, ele me manda arriscar até o fim e sofrer se for preciso.

A explicação pra isso é muito simples: intensidade, de ambas as partes. Não existe muita gente hoje que conhece a minha capacidade de derretimento, viadagem, sentimentalismo. Parece que tenho 10 corações no lugar de fígado, pulmões, rins, essa coisa toda. Não é fácil entender o que os outros sentem quando já não sentimos igual, a "mágica" funciona mais ou menos assim... ele provavelmente queria ter as condições (e cara de pau) que eu tenho pra sair correndo por aí e mexer onde eu acho que está errado. Poder não quer dizer que eu faça, ou que não fique agoniada por não fazer. Mas de tanto lutar contra o tempo, dessa vez eu só quero que corra, a meu favor ou contra mim e decida o que for pra ser decidido.

Chega, já escrevi muito. Me sinto até mais magra.
Boa noite :)

ps. Escrevi essa novela ao som de Maria Rita. Pra bom entendedor...

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