Papel, here we go again...
Já disse que amo escrever em papel? Sensação de liberdade, em qualquer lugar, vento no rosto. *-*
E a voz incessante da minha mãe ao fundo, os carros passando na minha frente e eu sozinha com meus pensamentos. Às vezes é tão bom simplesmente me jogar em algum canto e imaginar coisas boas, coisas ruins, adoro parar o que eu estiver fazendo pra pensar. Sem a preocupação de tomar decisões urgentes, é claro.
Hoje eu queria contar uma história, ou um pedaço dela. Quantas vezes eu já disse que a Luísa foi um divisor de águas na minha vida? Que mamãe sinta tremores ao ouvir falar dela, mas eu achava tão fascinante o modo como ela simplesmente fazia coisas das quais eu morria de medo! E com o tempo eu passei a confiar tanto na coragem dela que perdi o medo junto... não que eu tenha percebido isso na época. Era como se por ela ser tão destemida, as coisas fossem sempre terminar bem no final.
E um belo dia, quando me vi sem alguém pra mandar ao menos uma SMS em caso de emergência, lembrei de como ela era linda tentando se virar sozinha. E por mais que eu a considere o meu primeiro FAIL na "vida adulta", me espelhei muito nela pra deixar de ser medrosa e começar a viver.
E isso começou com coisas tão mínimas... mas a vida exige sempre mais e mais... e embora eu queira acima de quase tudo alguém pra amenizar a minha obrigação de crescer, minha avó estava certa quando disse que ainda não é o momento. Preciso me arriscar ainda mais, errar ainda mais... porque por mais que seja horrível passar certos apertos pelos quais já passei, é gratificante tomar atitudes por si ao invés de sentar e aguardar que o outro o faça.
Je t'aime era o que estava rabiscado no pé da página bem antes de eu começar a escrever.
Um beijo :*
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